O Novo Corona Vírus: Pandemia, Instabilidade Social, Política, Ambiental e Econômica

O Novo Corona Vírus: Pandemia, Instabilidade Social, Política, Ambiental
e Econômica

Daniel Rodrigues*

*Acadêmico de Engenharia Mecânica

Introdução
O texto trata do impacto que o corona vírus estar causando na área da
alimentação que tem como objetivo, divulgar as ações e que vem sendo
realizadas e os impactos que o corona vírus estar causando no contexto da
alimentação. Para obtenção das informações foi realizado pesquisa
exploratória no ambiente virtual.
Além desta introdução, este texto apresenta o Desenvolvimento, as
Considerações Finais e as Referências.

1. Desenvolvimento
O avanço do novo corona vírus, sobre os países tem gerado a interrupção das
atividades cotidianas da população, devido à necessidade de isolamento social
para frear o avanço da doença, que em menos de 4 meses já expandiu para
190 países, incluindo o Brasil. Os principais sinais e sintomas provocados pelo
vírus incluem febre, tosse e dificuldade para respirar. Sintomas
gastrointestinais, como diarreia, vômitos e dor abdominal também foram
relatados para a COVID-19, assim como nas infecções por outros corona vírus.
A transmissão da doença costuma ocorrer pelo ar ou pelo contato direto das
pessoas e se dá por meio de gotículas de saliva, espirro, tosse e secreções
que podem contaminar mãos e superfícies.
Como tentativa de frear a propagação do vírus, a Organização Mundial da
Saúde (OMS) e as principais autarquias de saúde no Brasil divulgaram como
cuidados: higienizar as mãos, cobrir a boca com o antebraço ou lenço
descartável ao tossir e espirrar, evitar aglomerações e manter-se em
isolamento domiciliar, por até 14 dias, em caso de sintomas da doença.
Também é incentivada a manutenção das pessoas em ambientes bem
ventilados e que as empresas e instituições públicas considerem a realização
de trabalho remoto (home office), reuniões virtuais e cancelamento de viagens.

No Brasil, os esforços estão voltados para o enfrentamento da pandemia,
especialmente no sentido de evitar sua propagação e, ao mesmo tempo,
possibilitar o atendimento em saúde dos casos graves. Entretanto, outra face
que se apresenta é a da segurança alimentar.
Apesar de estarmos vivenciando os efeitos preliminares da pandemia, a
discussão sobre o quadro brasileiro de segurança alimentar e suas interfaces,
tendo em vista o que já ocorreu nos países europeus, é de extrema urgência.
Inúmeras incertezas perpassam o setor de alimentos, sendo escassas as
orientações sobre o tema, seja em nível de produção, distribuição,
comercialização ou preparo domiciliar.
O Conselho Federal de Nutricionistas emitiu recomendações sobre as boas
práticas para a atuação do nutricionista e do técnico em nutrição e dietética,
como tentativa de preencher lacunas deixadas pela carência de capilaridade da
Vigilância Sanitária no quesito alimentação coletiva em todo país.

Deve-se considerar que, para seguir operando, o serviço necessita de
responsável técnico e equipes técnica e operacional. Por outro lado, ressalta-
se a indispensabilidade de se garantir o acesso físico e assegurar o aporte
financeiro para uma alimentação adequada e saudável para a população,
especialmente quando em situação de vulnerabilidade social e econômica.
(CNF, 2020, P 9 ).

As normativas publicadas até o dia 23 de março catalisaram o fechamento de
muitos estabelecimentos de refeições coletivas e a migração de outros tantos
para os serviços de take out/away e delivery. Essa adaptação dos serviços teve
como foco principal a sobrevivência desse setor da economia no momento de
crise. As empresas buscam manter os custos fixos, como salários de
funcionários e aluguéis, bem como otimizar os custos variáveis. Essa
adaptação, no entanto, pode ser insuficiente para conter a previsão de corte de
3 milhões de vagas de emprego no setor pelos próximos 40 dias, segundo a
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Ela está sensível ao problema
e tem intermediado negociações com o governo, com empresas do ramo de
entrega de refeições, cujo pedido é feito pela Internet, além de publicar
orientações aos empresários em relação aos cuidados de higiene no delivery.
Quem não tem acesso à estratégia de delivery e, também, em função das
medidas de isolamento social, prepara suas refeições em casa. Para tanto,

essas pessoas precisam adquirir gêneros alimentícios, itens de cuidados
pessoais e de limpeza, mas a ida ao supermercado torna-se um fator de risco
quando este não está preparado para atender a demanda emergente. Atenta a
esse movimento, a Associação Brasileira de Supermercados lançou uma
cartilha divulgando estratégias para minimizar o risco de contágio, na qual
destaca a necessidade de higienização de botões para a emissão do tíquete de
estacionamento; carrinhos e cestas de compra; pontos de grande contato como
maçanetas, corrimãos; terminais de pagamento; caixas eletrônicos e
elevadores. Ainda, reforça que devem ficar disponíveis ao público suportes
com álcool em gel na entrada da loja e de sabonete e papel toalha nos
banheiros. Grandes marcas do segmento supermercadista também se valem
de orientações quanto ao acesso às lojas, limitando o número de clientes no
interior do estabelecimento e separando horários para os idosos.

Possíveis soluções alternativas para reduzir aglomerações são: ampliar horário
de atendimento; definir horário exclusivo para grupos de risco; fracionar os
clientes em turnos; substituir o fornecimento de refeições por entrega de cestas
de alimentos ou marmitas, adotando estratégias para evitar filas; substituir o
autosserviço/bufê por prato feito/marmitas ou, no mínimo, evitar o manuseio
livre dos talheres de servir (uso de luvas ou papel toalha pelos clientes); etc.
(CFN, 2020, P 9 ).

Outra questão, ligada ao acesso e preparo de refeições, é a possibilidade de
contaminação mediante o contato com superfícies inanimadas. Pesquisas
revelam que plástico, metal, vidro e papel podem ser veículos de contaminação
por corona vírus. Dessa forma, embalagens de alimentos devem ser
higienizadas com água e sabão, ou aplicar álcool 70% ou solução de
hipoclorito de sódio, conforme disponibilidade no domicílio. Em relação aos
alimentos, o uso das boas práticas de higiene já consagradas é necessário, isto
porque considerando-se a distribuição dos surtos de doenças de origem
alimentar, observa-se que o maior percentual acontece nas residências. Os
alimentos devem passar pelo processo de cocção adequada, e aqueles
consumidos crus devem ser previamente lavados e sanitizados com solução de
hipoclorito de sódio e, posteriormente, enxaguados com água potável.
Ressalta-se que a manipulação de objetos, como o celular, no momento da
refeição, pode trazer riscos de contaminação durante a ingestão dos alimentos.

A Associação da Indústria de Alimentos dos Estados Unidos publicou dois
documentos que trazem recomendações aos proprietários de empresas,
servindo de suporte para a orientação de seus funcionários sobre higiene
ambiental e pessoal. Destaque é dado à necessidade de capacitação dos
colaboradores sobre limpeza e desinfecção adequada das superfícies, uso de
equipamentos de proteção individual e dos produtos de higienização, bem
como os riscos envolvidos na utilização destes. Ainda, ressalta a necessidade
de treinamento quanto aos sintomas da COVID-19 e orientação em caso de
contaminação.

2. Considerações Finais
A atenção dada pela indústria à doença acontece porque, em situações de
crise, a demanda por produtos estocáveis tende a aumentar, o que exige
grande planejamento logístico. A população, como forma de se proteger de
uma possível escassez, passa a adquirir mais alimentos processados e ultra
processados, uma vez que estes têm menor perecibilidade, são práticos, de
fácil acesso e, por vezes, com menor preço quando comparados aos alimentos
frescos. Todavia, o acesso à alimentação equilibrada é imprescindível para o
enfrentamento da doença. A segurança alimentar deve ser considerada para
além do aspecto higiênico-sanitário.
A tendência de recessão econômica global atinge a todos, mas agrava ainda
mais a saúde de grupos populacionais em vulnerabilidade socioeconômica,
principalmente aqueles que residem em áreas de risco e que compõem a
massa de desempregados ou de subempregados no Brasil.

3. Referencias
World Health Organization. Coronavirus disease (COVID-19) pandemic.
https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019 (acessado
em 01/jun/2020). [ Links ]
Ministério da Saúde. Coronavírus: sobre a doença.
http://coronavirus.saude.gov.br/sobre-a-doenca#transmissao (acessado em
01/jun/2020). [ Links ]
Conselho Federal de Nutricionistas. Recomendações do CFN: boas práticas
para atuação do nutricionista e do técnico em nutrição e dietética durante a
pandemia de coronavírus. https://www.cfn.org.br/wp-

content/uploads/2020/03/nota_coronavirus_3-1.pdf (acessado em 01/jun/2020).
[ Links ]
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Bares e restaurantes estimam
cortar três milhões de vagas em 40 dias.
https://mg.abrasel.com.br/noticias/noticias/bares-e-restaurantes-estimam-
cortar-tres-milhoes-de-vagas-em-40-dias/ (acessado em 01/jun/2020). [ Links ]
Associação Brasileira de Supermercados. Boas práticas para prevenção de
Coronavírus (COVID-19) nos supermercados.
http://static.abras.com.br/pdf/cartilha_covid.pdf (acessado em 01/jun/2020).
[ Links ]

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